Administrações de esquerda como fomentadoras de espaços urbanos democráticos é tema de atividade no FSM

Administrações de esquerda como fomentadoras de espaços urbanos democráticos é tema de atividade no FSM

“O governo golpista tem desmontado a política urbana construída até então”, disparou a presidente da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa da Bahia, a deputada estadual Maria del Carmen, durante o debate “Cidade para Todas e Todos – As Administrações de Esquerda como Trincheiras na Luta pela Democratização dos Espaços Urbanos”, que integrou as atividades da 13ª edição do Fórum Social Mundial, em Salvador.

 O evento, que aconteceu na última quinta (15), lotou o auditório do PAF I, da Universidade Federal da Bahia - UFBA, e teve como objetivo compartilhar experiências de administrações de esquerda pelo Brasil e discutir alternativas para o enfrentamento dos problemas de desenvolvimento urbano, que assolam o país pós Golpe de 2016.

De acordo com Maria del Carmen, os governos de Lula e Dilma Rousseff foram auge das políticas urbanas no Brasil, no que diz respeito à consolidação de direitos e ampliação de recursos. Em seu mandato o ex-presidente criou Ministério, Conselho, Conferência e Estatuto das Cidades, a fim de tornar os espaços urbanos cada vez mais democrático.  

“Hoje os nossos prefeitos estão vivendo num cenário preocupante – bem como os movimentos sociais e a população como um todo. O governo de Michel tem desmontando a política urbana construída nesta última década: anunciado dotação zero para todas as políticas sociais urbanas; sepultando o PMCMV Faixa 1; editando Editou Medida Provisória que destrói avanços na regularização fundiária, permitindo a estrangeirização de terras e fragilizando instrumentos fundamentais como as ZEIS; além de não realizar a Conferência Nacional das Cidades, enfraquecendo a participação popular”, lamentou a parlamentar.

Para Washington Quaquá, ex-prefeito da cidade de Maricá, no Rio de Janeiro, a alternativa é criar uma rede de gestores de esquerda e movimentos sociais a fim de “organizar um grande exército para o avanço popular no Brasil”. Segundo ele, as administrações de esquerda significam uma revolução no processo democrático. “Todos os dias, quando você está sentado na cadeira de prefeito, tem de escolher se se a cidade vai ser pensada para os ricos ou para os pobres. Nós [da esquerda] escolhemos que seja para os pobres. Tiramos mais de 40 milhões de pessoas da pobreza. Esta é a nossa prática: mudar a vida concreta das pessoas”, finalizou.

O evento ainda contou com a participação do deputado federal Paulo Teixeira, da Comissão de Desenvolvimento Urbano CDU); da deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins; da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, além do representante da Coordenação Nacional União por Moradia Popular, Welton Leleco.

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